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HOMILIA NA SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE


Irmãos e irmãs em Cristo.  Domingo passado celebramos a Solenidade de Pentecostes, o derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja, Espírito que move a Igreja até os dias de hoje. No domingo seguinte a Pentecostes, a Igreja celebra a Solenidade da Santíssima Trindade. 

A Trindade é o grande mistério da nossa fé: um Deus em três pessoas, três pessoas num Deus. É algo grande demais para nossa pouca sabedoria, até mesmo incompreensível. Mas assim é a fé: não precisamos compreender, mas contemplar. E hoje, nessa solenidade litúrgica, somos convidados a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade, e que nos criou para vivermos em comunidade. 

Na primeira leitura e no salmo, contemplamos o mistério da criação. A cada dia, mesmo vivendo na cidade, com muitos prédios, asfalto, deveríamos contemplar o sol que nasce pela manhã, os pássaros que ainda cantam, as poucas flores que encontramos, mesmo nós. São obras de Deus, da sabedoria de Deus. Deus se revela como um Pai providente, cuidadoso e carinhoso. Tudo foi pensado, criado e preparado com amor para nós. Quando temos a oportunidade de viajar ao interior, podemos contemplar a beleza da natureza. Não pode ter surgido ao acaso algo tão belo. Deve ser obra de alguém que muito ama.

Na segunda leitura, Paulo nos fala da justificação, isto é, da redenção. Jesus Cristo veio ao mundo nos redimir do pecado. A cada santa missa somos novamente redimidos, a cada confissão somos redimidos. Deus nos abandonou após o pecado, mas enviou Jesus para nos resgatar. Isso também é obra do amor. Jesus nos ama, e somos convidados a contemplar esse amor, e a retribuí-lo. Não conseguiremos ter um gesto tão grandioso como o de Jesus, mas Ele não pede isso, apenas pede que o amemos, mesmo com pequenos gestos. Segui-lo, ser seus discípulos, viver em comunidade, são gestos de retribuição ao amor de Deus. 

O Evangelho nos apresenta mais uma vez a figura do Espírito Santo, que é o amor do Pai e do Filho, o amor entre o Pai e o Filho, amor tão forte que se torna uma pessoa. E aqui somos convidados a contemplar de novo o amor do Pai, que doa para nós o Filho, Jesus Cristo, e também o Espírito Santo. Ambos são uma doação do Pai para nós. Deus não é egoísta, e nós, criados à imagem e semelhança de Deus, também não podemos ser egoístas. 

Pai, Filho e Espírito Santo. Assim começamos qualquer momento de oração. Abrimos nossas orações invocando a Trindade. Deus, que é um, mas ao mesmo tempo três. Uma comunidade, a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Uma comunidade de amor. As nossas comunidades aqui na terra devem ter como modelo a Santíssima Trindade. Contemplemos a Trindade para que nossas comunidades sejam comunidades onde reina o amor. Amém.


Padre Fabiano Glaeser dos Santos

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